Em Belém, mais de dez mil pessoas ainda não tomaram a 2ª dose da vacina contra a covid-19

No Brasil, quatro milhões de brasileiros só tomaram a primeira dose e não completaram a imunização contra o coronavírus, segundo o Ministério da Saúde. Em Belém, capital paraense, mais de dez mil ainda não retornaram para receber a segunda dose da vacina contra a covid-19. E a maioria das 10.051 pessoas – o que corresponde ao total de 7,52% dos imunizados com a primeira dose – fazem parte do grupo dos idosos, segundo informa a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma).

Por enquanto, os três tipos de vacinas aplicadas no Brasil no Pará e em Belém são de duas doses. Ainda na capital, do total de imunizados, 365.647 (24,3% da população de Belém) já receberam a primeira dose. E 204.914 pessoas já receberam as duas doses, o que corresponde a um percentual de 13,6% da população da capital. Isto significa dizer que essas pessoas estão imunizadas por completo. Porém, elas precisam manter os cuidados triviais da pandemia.

Alguns dos motivos apontados por especialistas para o abandono da segunda dose são a escassez de vacinas, a confusão sobre o intervalo entre elas, o medo de reações adversas, a dificuldade de acesso às salas de vacinação e a confiança em informações falsas sobre os imunizantes.

“Existem algumas hipóteses para as pessoas não buscarem a imunização. As principais delas são achar que só a primeira dose é suficiente, por conta das reações e esquecimento, apesar da data do retorno para segunda dose estar marcada no cartão de vacinação”, afirma a Sesma.

Porém, a Secretaria enfatiza que, além de aumentar a proteção contra a covid-19, a segunda dose ajuda a prolongá-la. “Portanto, sem o reforço da segunda dose, a pessoa fica menos resguardada contra o coronavírus por menos tempo”, alerta o órgão.

A Sesma diz que, reiteradamente, tem aberto novas chamadas para os retardatários. “Quem perdeu, por algum motivo, tanto a primeira quanto a segunda dose, precisa aguardar  uma nova chamada da Sesma para a vacinação do seu grupo”. 

A Secretaria frisa também que o município ainda vai fazer mais chamadas desse público, mesmo que ainda existam milhares de pessoas que não são dos grupos prioritários que ainda precisam ser vacinadas. “É uma recomendação do Ministério da Saúde e que a Secretaria precisa acatar”.

Segundo a Sesma, o município realiza algumas estratégias para alcançar essas pessoas que ainda não fizeram a segunda dose. “Está em curso a abertura de novas chamadas para os grupos prioritários, que, por alguma razão, não puderam comparecer no período previsto”.

A Secretaria informa que tem feito busca ativa (quando os agentes de saúde vão até a moradia da pessoa) somente para a vacinação contra a covid-19 no caso dos acamados.

Em nível nacional e local, a população é imunizada com as vacinas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde. São elas: AstraZeneca/Universidade de Oxford em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Pfizer, produzida pela farmacêutica norte-americana Pfizer, em parceria com a empresa alemã BioNTech e Coronavac, do laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. 

fonte, o liberal

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