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Delegado baleado em briga com modelo tem dificuldade para andar, diz defesa

A advogada de Paulo Bilynskyj, atingido por seis tiros durante uma briga com a namorada Priscila de Bairros, disse que o delegado tem tido dificuldade para se locomover normalmente e, por isso, deu início aos trabalhos de fisioterapia em casa. Anteontem, ele recebeu alta depois de quase duas semanas no Hospital Mário Covas, em Santo André.

O comentário da advogada Priscila Silveira foi feito à Época, que não publicou a declaração exata da profissional. A revista indica apenas que a defesa citou “dificuldades de locomoção” e o fato de que Paulo tem recebido ajuda do pai e do irmão.

De acordo com a família do delegado, ainda há “possíveis novas cirurgias” pela frente. Policiais civis dizem que os tiros atingiram dedo, perna e abdômen do delegado. A modelo Priscila, por outro lado, foi atingida por um disparo na altura do peito e morreu.

“Ainda há muito trabalho pela frente, fisioterapia, possíveis cirurgias e muitas adaptações… Tudo guiado pelas mãos de Deus e pelo poder das orações. O nosso mais sincero muito obrigado”, publicou a família Bilynskyj.

“Foram duas semanas de luta, esperança e orações de milhares de pessoas que, nas mais diversas crenças, dedicaram o tão precioso tempo para orar. Qualquer forma de agradecimento não será o suficiente para expressar a importância de cada um de vocês na evolução do Paulo”, acrescentaram os familiares.

A Polícia Civil e a Corregedoria da Polícia Civil ainda tentam esclarecer o que aconteceu no apartamento do delegado na manhã de 20 de maio. As hipóteses aventadas são: tentativa de homicídio seguida de suicídio; feminicídio; homicídio; e legítima defesa. Os investigadores suspeitam principalmente de feminicídio.

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Bilynskyj afirmou em um vídeo gravado no hospital que levou seis tiros de sua namorada depois de Priscila ver uma mensagem no celular dele que não gostou. Na versão do policial, ela teria se matado após atirar contra ele.

Com passagem pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), atualmente o delegado é plantonista no 101º DP (Distrito Policial), no Jardim das Imbuias, zona sul de São Paulo.

Já a modelo foi encontrada ainda com vida no corredor do apartamento, com uma marca de tiro na altura do peito. Ela foi socorrida a um hospital próximo, mas não resistiu ao ferimento.

Os delegados do caso afirmaram ser comum suicídio entre mulheres com tiro no peito ou por envenenamento, porque, por vaidade, elas preferem preservar o rosto. A família da modelo afirma não acreditar na versão apresentada pelo delegado.

Priscila morava até abril em Curitiba, onde trabalhava com um primo. Consultado pela Rede Globo, o primo afirmou que “a família não acredita” no relato do delegado

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