Dopado e esfaqueado, pai implorou para filho não terminar de matá-lo, diz polícia

Depois de ser dopado com 30 comprimidos dissolvidos e ter recebido o primeiro golpe de faca da nora Beatriz Gazone de Azevedo, o ciclista Duramir Monteiro Silva, implorou para que o filho, João Vitor Silva Brito, não terminasse de matá-lo.

O pedido foi em vão. De acordo com a Polícia Civil do Espírito Santo, o filho pegou a faca e desferiu outros seis golpes na vítima, que morreu em seguida. A frieza com a qual o filho e a nora tiraram a vida de Duramir assustou até mesmo a polícia.

“Preparam toda aquela situação. Armaram como iam dar fim na vida do seu Duramir. Colocaram a medicação tanto no suco como na refeição da vítima. Nisso que ele está jantando, possivelmente em razão do efeito do remédio, ele passa a desfalecer e vem caindo perto dela e passa a mão nas costas dela caindo. Nisso ela pega a faca e desfere a primeira facada na barriga dele. Na sequência, o filho vem, pega outra faca e começa a desferir golpes contra o pai”, detalhou o delegado Filipe Rivas, responsável pela investigação.

Ao confessarem o crime, João Victor Silva Brito, de 24 anos, e a namorada Beatriz Gazone de Azevedo, de 20, inicialmente alegaram que mataram a vítima por legítima defesa a um assédio. Essa versão, no entanto, foi descartada pelas investigações da Polícia Civil, que indicam crime com motivação financeira.

“Não tinha nada de conotação sexual, a conotação era, como a gente já desconfiava, era patrimonial. Queriam ficar com a casa, queriam ficar com o carro do seu Duramir, na posse dos valores que ele tivesse, inclusive, foi apreendido R$ 20 mil na residência”, completou o delegado.

Até a última atualização deste texto, a reportagem não havia obtido contato com os presos ou as defesas deles.

Fonte: g1

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