‘Eu não posso concordar com um governo de burros’, diz David Almeida

O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) soltou o verbo na manhã desta segunda-feira (1º), ao criticar o decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) que modifica, novamente, as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e tenta burlar juridicamente a liminar concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federa (STF) em favor da Zona Franca de Manaus (ZFM).

Questionado sobre a subida no palanque do governador Wilson Lima (UB), que concorre à reeleição e é aliado de Bolsonaro, o prefeito afirmou que mantém o apoio ao governador, mas que não entende as ações do presidente em relação ao Amazonas. Ele ainda atacou a gestão do governo federal, a qual se referiu como “governo de burros”.

“Tem tanta gente burra ao mesmo tempo perto do presidente. Na quarta feira, ele libera a licença ambiental da BR-319, aí tem tanta gente burra do lado dele que na sexta-feira ele zera o IPI dos concentrados. O que ele ganha na quarta, ele perde na sexta. Eu não posso concordar com um governo de burros”, declarou o Almeida.

David lembrou que o atual presidente recebeu 65% dos votos dos manauaras e disse que apesar de ser “evangélico, protestante, de direita” e comungar dos mesmos preceitos de Bolsonaro, inclusive dando seu voto a ele nas últimas eleições, ele não vive “diante de um fanatismo cego”.

“Defendo tudo que ele defende, mas eu sou totalmente contrário a esses ataques que ele faz à Zona Franca de Manaus. Ele tá tirando emprego da gente. E eu como eleitor queria que todo o eleitor amazonense o cobrasse como eu o cobro. Eu fui eleitor dele. O candidato eleito não pode tratar o povo com chicote”, disparou David.

O prefeito pediu para que o povo “abra os olhos”, pois ele observa que mesmo diante dos ataques do governo federal à ZFM “ainda tem gente que aplaude”.  Almeida criticou também lideranças evangélicas que têm pregado o bolsonarismo dentro das igrejas e completou a fala pedindo para que os eleitores de Bolsonaro cobrem do presidente mais respeito a economia amazonense.

“Quando a Zona Franca está sendo atacada é o povo do Amazonas que está sendo atacado. Quando ele tira o emprego [daqui], ele está levando fome para o meu povo. Eu quero que os pastores, os líderes evangélicos que apoiam o Bolsonaro, após a Zona Franca estar sendo atacada, quando a sua ovelha estiver passando fome, quando não tiver condições de trabalho pra sua família, vocês procurem os pastores, bispos e apóstolos que defendem essa política do Bolsonaro contra o Amazonas”, finalizou David Almeida.

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