Marituba retoma realização de exames parados desde 2017

Mais de 70 exames de ressonância magnética que se encontravam arquivados desde 2017 na Diretoria de Regulação, Avaliação, Auditoria e Controle (Dirac), em Marituba, foram realizados nos três primeiros meses da atual gestão, beneficiando os munícipes e dando fluidez aos mais de 700 exames encontrados arquivados após levantamento do Dirac.

Segundo a diretora da Dirac, Mikhaelle Braun, foram revistos 165 exames de ressonâncias que ainda poderiam ser realizados e, com a ajuda do Governo do Estado, já foram realizados 50 exames no Hospital Santa Maria, em Ananindeua, e outros 20 no Hospital de Clínicas de Ananindeua. “Como neste momento de pandemia os hospitais estão com o atendimento voltado para os pacientes com Covid-19, alguns exames ainda vão aguardar um pouco, entretanto, casos urgentes continuam em andamento”, explica.

A diretora ressalta que, após reestruturação, e, atualmente, revisão da pactuação com o município de Ananindeua, a Dirac conseguiu dar fluidez a exames arquivados que ainda podiam ser realizados, conseguindo, por exemplo, zerar o número de exames arquivados de cateterismo e eletrocardiograma.

O gerente do complexo regulador, Mateus Oliveira, informa que o exame de cateterismo custa entre R$ 5 a 8 mil e que também existia uma grande demanda arquivada. “Agora, a demanda que temos é somente a que entrou nesse mês. E ela já foi encaminhada para marcação no hospital”, destaca.

Mateus explica ainda que, com a pactuação com Ananindeua, foi permitido que os munícipes de Marituba realizem 20 atendimentos clínicos na área cardiológica por mês. “Antes, o paciente precisava esperar por um tempo muito grande para a realização desses exames ou consultas, em alguns casos, até anos, o que dificultava o diagnóstico e tratamento”, lembra.

Atendimento no município

Eletrocardiograma está disponível na rede municipal de saúde

Desde janeiro, o município conta com o exame de eletrocardiograma disponível na Unidade Básica de Saúde José Coelho Serrão. O exame é ideal para investigar doenças cardiovasculares, arritmias e isquemias coronarianas, além de ser porta de entrada para diagnosticar outras doenças.

O médico cardiologista Francisco Besteiro explica a importância de ter o exame disponível no município. “É ideal fazer check-ups anuais ou antes de praticar exercícios físicos, para investigar diagnósticos precoce de infartos agudos”, afirma. Ele aconselha, também, que pessoas que tiveram Covid-19 façam o exame, já que o vírus é capaz de lesionar o miocárdio.

“Sentia pontadas e dores fortes no peito. Ter esse acesso ao exame na rede pública foi uma bênção”, relata Maria Valdecira sobre o eletrocardiograma.

Raimundo Martins, de 73 anos, está com um quadro de pedra na vesícula e deverá passar por cirurgia em breve. O eletrocardiograma, por ser um exame de avaliação cirúrgica, foi ideal para o paciente não sofrer nenhum tipo de transtorno durante a operação. “Comecei o tratamento recentemente e não foi preciso esperar por muito tempo”, conta, após passar pelo exame.

Texto: Aline Carvalho e Andréia Dantas (estudante de Jornalismo, com supervisão da jornalista Aline Carvalho)

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