Padrasto é preso após menina de 11 anos ser estuprada e dar à luz em cárcere privado

Um homem foi preso nesse domingo (17), suspeito de estuprar, engravidar e manter enteada de 11 anos em cárcere privado por pelo menos 24 meses em uma comunidade na cidade de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

O caso só foi descoberto porque a garota teve complicações pós-parto e precisou de atendimento médico na última sexta-feira (15).  A suspeita é de que a vítima estava sendo estuprada pelo homem desde os 9 anos de idade.

Foram os médicos que atenderam à criança e o bebê dela que denunciaram a situação. Segundo a polícia, após receber a informação de que a menina teve um parto em casa, os investigadores conversaram com a mãe e o padrasto e ambos disseram que só descobriram a gravidez no momento do nascimento.

Na ocasião, eles foram questionados sobre o pai do bebê e contaram que há cerca de 9 meses, a menina havia sido estuprada por um homem armado que a abordou na rua, mas que só tinham descoberto a situação recentemente.

A delegada estranhou a versão e achou estranhou eles não terem percebido nenhum machucado, marcas de sangue ou mudança de comportamento que indicasse o estupro. Mais tarde, os laudos médicos mostraram que a menina não tinha sido abusada somente uma vez, mas que era vítima recorrente.

Ao mesmo tempo, o Conselho Tutelar começou a receber denúncias de vizinhos que revelaram que a menina não era vista na comunidade há 2 anos, não frequentava escola e também não tinha contato com ninguém de fora.

No levantamento de informações, a polícia confirmou que a criança não estudava há anos e que sequer sabia ler e escrever. A mãe morava com o atual companheiro há três anos e um ano após a união, a menina já desapareceu da vizinhança.

Para a polícia, o quebra-cabeças coloca o padrasto no centro de tudo, embora ele negue o crime. A delegada diz que ele até concordou no início das investigações a fazer exame de DNA com o recém-nascido, mas depois voltou atrás.

Diante das evidências, ele teve a prisão preventiva decretada e deve permanecer preso enquanto a história é devidamente apurada. A mãe também está no alvo da polícia e é suspeita de ser conivente com os abusos.

Ela só não foi impedida de ter contato com a vítima, porque é a única parente que menina tem e legalmente é responsável por ela durante a internação. Contudo, assim que a menina tiver alta, deve ser ouvida longe dos suspeitos.

fonte: Portal do Holanda

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