Prefeitura alinha fluxos do Serviço de Diagnóstico de Mama para facilitar acesso de mulheres

A Prefeitura de Manaus deu início a uma série de atividades, nesta quarta-feira, 20/7, para alinhar os fluxos de encaminhamento do Serviço Municipal de Diagnóstico de Mama (SDM), facilitando acesso às usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) é promover mais uma capacitação aos profissionais das unidades básicas sobre o serviço, inaugurado em fevereiro deste ano, e reforçar também o funcionamento do Serviço de Referência do Câncer do Colo de Útero (SRC).

A chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Semsa, Lúcia Marques de Freitas, informou que a secretaria irá se reunir com os diretores de todas as unidades para aprimorar o funcionamento dos serviços. Nesta quarta-feira, servidores do Distrito de Saúde (Disa) Norte participaram da reunião.

“A nossa principal finalidade é proporcionar um diagnóstico precoce de câncer, para que essa mulher consiga iniciar o tratamento o mais breve possível. Antes, elas não tinham um local de referência para fazer a biópsia e acabavam demorando muito até chegar a um diagnóstico. Vendo essa necessidade, a Semsa implementou os serviços e agora consegue encaminhar, via Sistema de Regulação (Sisreg) e em tempo hábil, os casos positivos para tratamento na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon)”, disse.

Os SDMs funcionam nas policlínicas Djalma Batista, no bairro Compensa, zona Oeste, e Castelo Branco, no bairro Parque 10 de Novembro, zona Centro-Sul. Já os SRCs funcionam nas policlínicas Castelo Branco, e na Doutor Antônio Comte Telles, no bairro São José Operário, zona Leste.

Ainda de acordo com Lúcia, todas as mulheres que apresentam alterações no exame de mamografia ou citopatológico (preventivo) devem ser encaminhadas via Sisreg para os serviços de referência para diagnóstico de câncer, seja de mama ou colo de útero.

O diretor-presidente da FCecon, Gerson Mourão, afirmou que antes da implementação do SDM, as mulheres tinham muitas dificuldades para iniciar o tratamento adequado e, após a identificação do nódulo, demoravam cerca de oito meses para dar entrada na fundação.

“Quero agradecer à Semsa por ter entendido esse processo tão importante. Com o novo ordenamento, uma mulher que sente um nódulo pequeno no seio consegue ser examinada e ter acesso à biópsia com mais rapidez, por meio do SDM, chegando na FCecon já com o diagnóstico e com tumor ainda pequeno. A partir desse movimento, nós vamos mudar a dramática história do câncer de mama em Manaus”, declarou.

A diretora do Disa Norte, Paola Oliveira, disse que a atividade irá contribuir com o fortalecimento do serviço nas unidades básicas de saúde, que são as portas de entrada das mulheres na rede.

“Estamos alinhando os fluxos de encaminhamento das usuárias para facilitar o acesso delas. Estamos reunindo todos os diretores e apoiadores deles para que eles sejam multiplicadores dessas informações junto às equipes que eles gerenciam”, contou.

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Texto – Victor Cruz / Semsa

Fotos – Henrique Souza / Semsa

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